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Visita ao Instituto Inhotim em Minas Gerais

9.4.15

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De Belo Horizonte ou de Ouro Preto, existem 2 maneiras de chegar a Brumadinho, cidade onde fica o Instituto Inhotim. Uma é pela BR-381, passando pelo município de Mário Campos. Outra é pela BR-356 e BR-040, como mostra o esquema abaixo que fotografei do panfleto que pegamos no aeroporto. Para quem quer aventurar um pouco, dá para esticar a viagem, passando pelo Parque Estadual Serra do Rola Moça antes de seguir para Brumadinho.



Foto do mapa para chegar ao Instituto Inhotim
Mapa para Inhotim


 Já que estávamos ali mesmo :-) resolvemos conhecer a Serra com nome engraçado. O caminho é tortuoso mas a vista é sensacional. A gente consegue uma visão da cidade de Belho Horizonte quase inteira, enquanto passamos pelo topo da serra. O penhasco é enorme e a estrada super sinuosa. Em alguns trechos só passa um carro. Me lembrou muito a estrada da Serra do Rio do Rastro, só que menor.


Foto da placa avisando sobre animais selvagens na estrada
Adorei a Placa com Tamanduá
Vista incrível da grande Belo Horizonte

 Depois de descer a serra, ainda passamos por duas cidadezinhas pequenas. Nessa hora outro perrengue: o GPS parou de funcionar simplesmente. Não encontrava o caminho, foi bem chato! Nem o Waze funcionou pois não pegou sinal de internet. A solução foi apelar para as pessoas que encontrávamos pelo caminho. Aqui mais uma vez constatamos a gentileza e carinho dos mineiros. Todos a quem pedimos informações foram muito queridos e nos orientaram muito bem.

Andamos por uns caminhos bem alternativos e vimos cada coisa! Do tipo que tem postes no meio da estrada assim ó:

Foto de um poste no meio da estrada, na chegada à Piedade do Paraopeba
Pode isso produção?

Logo depois, na entrada para Brumadinho um mega engarrafamento por conta de um acidente na BR-381. Acabamos chegando em Inhotim as 11:30 da manhã, compramos os ingressos e fomos passear um pouco pelo parque antes de almoçar. Na entrada ganhamos um mapa que mostra as 3 grandes "trilhas" que são divididas por cores.

Foto do mapa das trilhas e obras de Inhotim
Mapa das trilhas e obras

Ajuda bastante seguir as trilhas pois podemos ir identificando as obras de arte e seus autores sem precisarmos dos guias. Eu adoro fazer esse tipo de visita com um guia que vai explicando as obras e falando sobre os artistas, mas com as crianças junto optamos por não fazer isso. Elas ficariam impacientes pois já estavam cansadas da viagem...




 
O Parque é lindo demais, tem vários cantinhos gostosos de sentar e curtir a paisagem e a sombra fresca. Fazia um calorão e as galerias também eram oásis com ar condicionado que ajudavam, e muito, a amenizar o calor.

Galeria True Rouge

Dentro do Parque funcionam 3 restaurantes e mais algumas lanchonetes, além do Café do Teatro. Os restaurantes são:

  •  Tamboril - Buffet Livre, funciona de terça à domingo
  • Bar do Ganso - Bistrô bem aconchegante com cardápio igual ao do Restaurante Tamboril, funciona sábados, domingos e feriados
  • Restaurante Oiticica - funciona as quartas, sábados, domingos e feriados

Café do teatro
Meninas na lanchonete - pausa para o sorvete


As obras são interessantíssimas. Algumas lindas, outras instigantes e outras, uma viagem total. Infelizmente não é permitido fotografar no interior das galerias. As fotografias são liberadas nas obras externas e na casinha que abriga a primeira foto abaixo. Aqui algumas das obras que mais curtimos:

“Continente/Nuvem”, Rivane Neuenschwander

Sem Título - Edgard de Souza

Invenção da Cor - Hélio Oiticica



Troca-Troca - Jarbas Lopes

Narcissus Garden - Yayoi Kusama

Um dos meus locais favoritos: O Vandário, tipo de um orquidário suspenso em um deck de madeira em frente a um lago maravilhoso. Uma orquídea mais linda que a outra! As gurias adoraram andar lá por baixo enquanto o vapor d'água invadia o ambiente. Saíram toda molhadas mas foi uma festa!




Bem legal né? Outro lugar muito gostoso é a igrejinha. Bem ao lado tem uma lanchonete e em frente tem uns bancos de madeira que são uma delícia para sentar e curtir o momento. Ainda por cima tem esquilos fofos ao redor! Adoramos, claro!





Passamos um dia genial em Inhotim. Revigorados com tanta beleza em meio à natureza, voltamos para o hotel pela BR -381, para conhecer outro caminho.  Paramos em um café na estrada para comer pamonhas! As gurias não conheciam e gostaram muito... eu e o marido adoramos, mas não é muito fácil de encontrá-las no sul!
 
Empório Fazendinha, na saída de Brumadinho





Foi bem mais rápido dessa vez, apesar da estrada bem movimentada e com placas de trânsito tão empoeiradas que era difícil de exergá-las. Mas chegamos super bem e fomos direto ao hotel. No outro dia acordamos cedinho para chegarmos à tempo de ver os tapetes de serragem colorida em Ouro Preto. 

Leia sobre nosso passeio a Ouro Preto aqui.

Para fazer um tour virtual por Inhotim, clique aqui.

Cidade do Mexico - Museu Dolores Olmedo

13.10.14

Dedicatória de Dolores Olmedo

Da última vez que estive na Cidade do México, mais uma vez à trabalho, tive uma tarde de folga e fui conhecer um museu que me encantou. Trata-se do Museu Dolores Olmedo, no bairro de Xochimilco, ao sul da cidade. Pra melhorar ainda mais, quem me levou foi uma nova amiga mexicana, a Patrícia, que me foi apresentada virtualmente por uma amiga comum, brasileira, que vive no Uruguai. Uma pessoa encantadora que curte arte, cultura e adora seu país. Ou seja, melhor guia impossível!


Estátua de Dolores Olmedo nos Jardins do Museu

O museu fica onde antes foi a fazenda La Noria, do século XVI. Dolores Olmedo comprou a propriedade que estava bastante decadente e iniciou o projeto de reforma inicialmente com a idéia de transformá-la em sua casa e, mais tarde, em sede do museu que abrigaria sua coleção de obras de arte. O museu foi oficialmente inaugurado em Setembro de 1994.

Jardins com esculturas...

...e pavões curiosos

Além dos famosos cães Xoloitzcuintles (Xolos)

A visita é muito agradável, pois a antiga fazenda oferece jardins impecáveis com esculturas e alguns animais de pequeno porte que passeiam livremente pela área. Os cães Xolos (abreviatura para a palavra asteca Xoloitzcuintles) são uma atração à parte. Estudos arqueológicos indicam que a raça existe no México a mais de 3000 anos e eram considerados sagrados pelos astecas. Eles não tem pelo e nem dentes pré-molares. 

Área residencial

A sede da fazenda foi dividida em área residencial, que é também aberta à visitação pública, as alas das coleções de arte permanentes e exposições temporárias, o pátio interno característico das construções coloniais hispânicas e a área do restaurante/café. Infelizmente não é possível fotografar no interior do museu, somente nos jardins e áreas externas.


Pátio interno

A sede com a capela no primeiro plano

Além da coleção de obras de Diego Rivera, Frida Kahlo, Angelina Beloff, Pablo O'Higgins o museu abriga também peças pré-hispânicas e outras peças de arte popular mexicana. 

Retrato de Dolores Olmedo (La Tehuana) (1955)
por Diego Rivera (Fonte: Google Cultural Institute)

A história de Dolores Olmedo me impressionou muito, por sua força e influência. Eu nunca havia ouvido falar nela e fiquei impressionada. Transcrevo aqui uma tradução livre do que está descrito no site do museu e no jornal La Guirnalda Polar:

Diego Rivera e Frida Kahlo

"María de los Dolores Olmedo y Patiño Suárez nasceu em Tacubaya, Cidade do México, em 14 de dezembro de 1908, às vésperas da Revolução Mexicana. Em sua juventude, estudou direito, mas terminou cursando uma carreira artística na Academia de San Carlos. No entanto, o encontro que determinou sua aproximação com a arte e, de alguma maneira, marcando seu destino- se deu em 1928, quando conheceu Diego Rivera na Secretaría de Educación Pública. Rivera realizou 26 ou 27 desenhos de Olmedo desnuda, segundo recordava ela." Alguns deles estão em exposição na sala de estar da ala residencial do museu.

Diego Rivera em bronze
 
 "Amiga e admiradora de Diego Rivera, Angelina Beloff, Salvador Novo, Xavier Villaurrutia, Juan O´Gorman e Chavela Vargas; empresaria da construção; mecenas de toureiros como El Cordobés; benfeitora de escolas públicas e de estudantes de arte; e sobretudo, promotora dos valores culturais e das artes do México, Dolores Olmedo (1908-2002) morreu na noite de sábado de 27 de julho por causa de un infarto." Ela tinha 93 anos.

O museu abriga exposições permanentes com 150 telas, sendo 145 de Diego Rivera, 25 de Frida Kahlo, além de muitas peças pré-hispânicas.

 A ala residencial de Lola (apelido de Dolores) não é muito grande mas é impressionante pela quantidade de artefatos de arte recolhidos ao longo de muitos anos e que mostram claramente o seu amor pelas artes. Inclui peças chinesas de decoração e mobiliário além de porcelanas, esculturas e peças decorativas das mais diversas origens. Nada pode ser fotografado.



Um passeio imperdível...uma verdadeira aula de história da arte Mexicana. Sabem o que eu adorei? Ler algumas dedicatórias escritas à mão nas telas de Diego. Algumas à Frida, outras à própria Dolores, revelam sentimentos e momentos íntimos do artista em suas diferentes fases. Inesquecível!

Endereço:

Av México 5843, La Noria, Xochimilco, 16030 Cidade do México, Distrito Federal
Entrada 75 Pesos Mexicanos para estrangeiros e 20 Pesos Mexicanos para locais.  Não aceita CC.


Louvre - Setembro de 2009 - Parte I

14.10.09


Conforme havia prometido, listo aqui as obras que escolhemos visitar no Louvre, por partes. Como todos sabem, o Louvre é um dos maiores museus do mundo, e reúne em um só local 8 mil anos da cultura e da civilização mundial. Diante desse montante de história, para visitantes que, como nós, dispõem de pouco tempo, é fundamental organizar e planejar a visita com antecedência, para que ela seja melhor aproveitada. Outra opção é contratar uma visita guiada.

As descrições das obras são pequenos resumos que foram extraídos das pesquisas que fiz em várias fontes, ao longo de muitos anos...

Primeiro um pouco de história:

O primeiro real "Castelo do Louvre" neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. No século seguinte, Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real; as fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides) agora. Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.

As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989. (Fonte: Wikipedia)

Com o caderninho com as obras e o mapa do museu, entregue na entrada, na mão, seguimos então pela ala Sully e dobramos à esquerda em direção a Ala Denon. A partir dali, nossa sequência de obras visitadas foi:

A Vitoria de Samothrace - Estátua de uma mulher alada, a deusa grega mensageira da vitória, que foi encontrada em fragmentos e reconstituída por especialistas para formar uma das obras mais impactantes da época helenística.


Venus e as três Graças - Botticelli. Não tão famosa quanto A Primavera e O Nascimento de Vênus, essa obra pertencia a uma propriedade próxima a Florença (Villa Lemmi), como afresco, sendo parte de um total de 3 obras que foram descobertas em 1873.


Saint Sebastien - Andrea Mantegna. Uma da série de 3 telas dedicadas ao santo protetor contra as pragas (as outras estão em Viena e em Veneza), a obra do Louvre foi um dia adorno do altar de San Zeno em Veneza e também da Saint Chapelle em Aigueperse, França. A obra retrata a impassividade do santo diante de seu martírio ao ser trespassado por várias flechas sendo observado por dois arqueiros.


A Virgem das Rochas - Leonardo da Vinci. Popularizada a partir do livro O Código da Vinci, essa obra  foi realizada sob encomenda para adornar a capela Immacolata, da igreja de San Francesco Grande em Milão, Itália. Existe outra versão dessa tela no museu nacional de Londres. Os especialistas dizem que a versão do Louvre é genuínamente de da Vinci ao passo que a de Londres é objeto de controvérsias.


A Mona Lisa - Leonardo da Vinci.  Famosa obra-prima do gênio renascentista italiano, demonstra o domínio que Leonardo tinha sobre duas técnicas: o chiaroscuro, contrastes de luz e sombra, e o sfumato, que faz uma transição sutil entre as bordas das imagens e das variações de cores.


A Balsa da Medusa - Théodore Géricault. Ícone da pintura romântica, de 1819, essa tela foi inspirada em um naufrágio da Frigate Meduse na costa da Mauritânia e retrata o momento em que os sobreviventes avistam uma vela no horizonte. Tornou-se importante pois foi uma das primeiras obras a romper o estilo neoclassico então prevalescente na época.


Ainda antes de saírmos dessa ala, visitamos a Galeria de Apolo, lindo salão decorado com signos do zodíaco e retratos que mostra jóias e objetos que pertenceram à monarquia, como a coroa de luis XV.