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(Vista do alto das Torres de Notre-Dame)
Para terem uma idéia, a média de valor para uma entrada de museu ou monumento é de 8 ou 9 euros, então se você planeja visitar mais de 4 lugares desse tipo em dois dias, já vale à pena. Além de evitar as filas de compra de ingresso, você pode economizar algum...
Para o caso de alguns monumentos, não existe o benefício do "fura-fila", como é o caso das Torres de Notre-Dame. Ali as filas são únicas, tendo o passe ou não.
O passe vem com um "flyer" que contém as informações de todos os museus e monumentos que você pode visitar, incluíndo horários e dias em que estão fechados. Incluo aqui as informações de valores sem o passe também.
Em dois dias, visitamos os seguintes lugares, utilizando nosso passe:
Museu Nacional de l´Orangerie - No Jardim das Tulherias perto do Louvre. Uma pérola. Pequeno mas imperdível para quem aprecia as obras impressionistas. Lá você verá as telas gigantes de Monet retratando suas ninféas. Uma emoção redobrada caso você, como nós, tenha visitado antes Giverny. (7,5 euros. metro: Concorde - fecha as terças)
(uma das telas da série Ninféas)
Invalides + Tumba de Napoleão - o Hôtel des Invalides foi erguido como um hospital para tratar dos feridos no final do séc. 17. Luis XIV mandou erguê-lo e até hoje ainda abriga meia dúzia de soldados veteranos internados. Compartilham o abrigo com Napoleão Bonaparte, cujo corpo descansa na cripta logo abaixo da cúpula dourada da igreja do Dôme, no mesmo complexo. O lugar abriga ainda o Musée de l´Armée e museus militares menores. (8,5 euros. metro: Varenne)
(Túmulo de Napoleão)
Museu Rodin - Pertinho do túmulo de Napoleão, o famoso Hotel Biron, uma linda mansão do séc. 18 abriga uma coleção impecável de Rodin e sua musa Camille Claudell. Os jardins são lindos e tem obras do escultor espalhadas por todo lado. Incluindo a famosa "O Pensador". Aliás, a visita somente aos jardins é grátis. (9 euros. metro: Varenne - fecha as segundas)
(O Pensador)
Saint-Chapelle - Obra-prima gótica erguida por Luis IX como santuário para suas relíquias santas da paixão de Cristo, é considerada a mais bela igreja de Paris, tanto por seus 15 vitrais de 15m como pelo teto abobadado cheio de estrelas. Fica no complexo da Conciergerie, perto da Notre-Dame. Deve-se tomar cuidado pois ao lado da entrada para a Saint-Chapelle fica a entrada para o Palácio da Justiça onde tem sempre fila de gente solicitando documentos. Pergunte caso tenha dúvida se está na fila correta. A da Saint-Chapelle é do lado direito de quem está de frente para o prédio. (7,5 euros metro: Châtelet)
Torres da Notre-Dame - As torres da mais famosa igreja de Paris têm 69 metros de altura e, para chegar lá, é preciso subir cerca de 400 degraus. Haja fôlego! Mas vale a pena. A vista é lindíssima, além do quê, você poderá apreciar de perto a obra de Viollet-le-Duc, responsável pela restauração da igreja e por colocar as famosas Quimeras lá, para espantar o mal. Na torre sul fica o sino de Emmanuel, que pesa 13 toneladas. Impossível não lembrar de Victor Hugo e seu famoso Corcunda. Você quase sente sua presença ali, junto ao sino.
Visite também o Tesouro, que guarda manuscritos, trajes religiosos e relicários, na sacristia. A coroa de Espinhos e um pedaço da cruz ficam expostos à visitação na sexta-feira santa (relíquias da Paixão). (8 euros metro: Châtelet)
Panthéon - Lugar do repouso final de importantes cidadãos foi projetado para ser uma igreja dedicada à Santa Geneviève, encomendada por Luís XV. Durante a revolução foi transformada em mausolé para os grandes personagens da cidade, voltou a ser igreja em 1806 e, mais tarde tornou-se um prédio público em 1885. Ali se encontram os túmulos e Victor Hugo, Voltaire, Louis Braille, Rousseau, Emile Zola, Alexandre Dumas entre outros. (7,5 euros metro: Cardinal Lemoine)
(Panthéon)
Arco do Triunfo - Monumento erguido por ordem de Napoleão, para comemorar a vitória na batalha de Austerlitz em 1805, além do túmulo do soldado desconhecido, em sua base, você pode subir os 284 degraus (existe também um elevador) para vislumbrar a belíssima paisagem vista do seu topo. A leste, a Champs Elysées e a oeste o Grande Arco de La Defense. (9 euros para subir ao topo. Metro: Abesses ou Charles de Gaule-Étoile)
(Champs-Elysées vista do terraço do Arco do triunfo)
Depois passeamos pela chique Rue du Faubourg Saint-Honoré até chegarmos à Madeleine, belíssima igreja no formato de um templo grego, com um órgão maravilhoso de 1846. Curiosidade: visite os banheiro públicos que ficam nos fundos da igreja, são lindos, com ladrilhos no piso e pastilhas coloridas nas paredes, além dos vitrais coloridos na janela.
De lá fomos visitar a Galeria Lafayette, onde fizemos umas comprinhas e almoçamos também. Mas só depois de visitar o terraço da galeria, de onde se tem uma vista incrível da cidade. Dali visitamos a Ópera Garnier, que merece um post à parte de tão linda. Curiosidade: ela tem um rio subterrâneo, e foi a inspiração para O Fantasma da Ópera.
Depois fomos à Place Vendôme, onde fica o hotel Ritz e dali seguimos tranquilamente em direção ao Louvre. Nossa intenção era passearmos pela Rue de Rivoli. Acabamos passando em frente ao Angelina, famosa casa de chá que serve o melhor chocolate quente de Paris. Não resistimos em provar... entramos e pedimos o famoso L´Africaine, que faz jus à fama...nossa, uma delícia mesmo. Além do que, a casa é linda. Só não vi os talheres e louças tão famosos. Ah, e os garçons são bem mau-humorados... mas o chocolate é dos deuses!
Atravessamos a Rivoli em direção ao Palais Royal, onde descansamos na sua praça escondida... um lugar bem delicioso não tão conhecido. Muitos parisienses ali, tomando sol, fumando e relaxando nos lindos jardins, cuja colunata ao redor estava em reformas. Passamos pela Comedie Française também.
Voltamos ao hotel e jantamos ali perto mesmo.
Seguindo nossa visita ao Louvre, nessa segunda etapa, as obras que visitamos foram na Ala Denon e Sully, Antiguidades Gregas, Antiguidades Etruscas e Romanas e Esculturas Italianas dos Séc. XVI-XIX. Vejam abaixo:
Venus de Milo - Descoberta na ilha grega de Milo em 1820, originalmente foi exposta junto com outras peças sem qualquer destaque. A partir do erro de um funcionário, que colocou uma luz diretamente sob a peça, ela ganhou destaque e grande popularidade (Louvre Audio-Guide).
As Cariátides - Importantes a ponto de terem uma sala com seu nome, as cariátides do Louvre são cópias das originais gregas que, por sua vez, são utilizadas como colunas no Rechtheum (templo no Parthenon, Atenas). No Parthenon eram 6 figuras, 5 das quais se encontram no museu da Acrópolis. Uma delas está no British Museum em Londres. As figuras que sustentam o templo atualmente no Parthenon são réplicas. Representam escravas que como castigo deviam carregar peso sobre a cabeça (segundo nos disseram em Atenas).
Hermaphrodite Endormi - Obra do Séc.II, que retrata o filho de Hermes e de Afrodite, que teve seu corpo unido ao de Salmacis, por pedido dessa à Zeus, para que ficassem unidos para sempre, criando assim o ser bissexuado. Foi restaurada por Bernini que também colocou o colchão capitoneado sob a obra.
O Julgamento de Paris - Mosaico romano datado de 115-150 DC retrata o momento em que Páris, príncipe troiano, julga que Afrodite é a mais bela deusa, merecedora da maçã da discórdia. Fato que deu origem a posterior guerra de Tróia.
Eros e Psique - Antonio Casanova. Já escrevi um post sobre essa obra e foi uma grande emoção vê-la pessoalmente. Retrata o momento em que o deus do Amor, Eros, beija sua amada Psique, trazendo-a de volta ao mundo dos vivos.
Os Escravos - Michelangelo Buonarroti. Duas obras impressionantes que mostram dois homens mortalmente feridos. Enquanto um se contorse brutalmente, rebelando-se contra o destino que lhe aguarda, o outro parece se entregar em êxtase diante do inevitável. Belíssimas obras do mestre renascentista.
Para a visita ao Louvre - Parte I, clique aqui.
Venus de Milo - Descoberta na ilha grega de Milo em 1820, originalmente foi exposta junto com outras peças sem qualquer destaque. A partir do erro de um funcionário, que colocou uma luz diretamente sob a peça, ela ganhou destaque e grande popularidade (Louvre Audio-Guide).
Hermaphrodite Endormi - Obra do Séc.II, que retrata o filho de Hermes e de Afrodite, que teve seu corpo unido ao de Salmacis, por pedido dessa à Zeus, para que ficassem unidos para sempre, criando assim o ser bissexuado. Foi restaurada por Bernini que também colocou o colchão capitoneado sob a obra.
(Desse ângulo, parece uma mulher)
(Já aqui, é inegável o "aparato" masculino)
Para a visita ao Louvre - Parte I, clique aqui.
(Basílica de Saint Denis - Paris)
Saint Denis (ou São Dionísio) é um santo e mártir cristão. No século III ele foi Bispo (talvez o primeiro) de Paris e ficou conhecido posteriormente como Patrono de Paris.
Seu martírio se deu em aproximadamente 250 DC e foi assim, segundo a lenda: Foi condenado à morte por decapitação pelos sacerdotes pagãos. Foi decapitado no monte mais alto de Paris (Montmartre - monte dos mártires), onde dizem existia um local de adoração pagão. De acordo com a lenda, depois de ser decapitado, Saint Denis abaixou-se, pegou sua própria cabeça e saiu andando, por 2 milhas, pregando o evangelho ao longo de todo o caminho... No lugar onde parou e, de fato, morreu, foi erguido um pequeno santuário que, mais tarde, virou a Basílica de Saint Denis (Rue d´Alesia metro: Saint-Denis-Porte de Paris), que acabou se tornando o lugar onde estão sepultados os reis da França.
No Pantheon em Paris à esquerda de quem entra tem um mural gigante mostrando a cena descrita acima.
(O martírio de Saint Denis - Pantheon)
Para mais dicas de Paris, clique aqui.
Pois é, ando mesmo inspirada para o amor... tanto que conto hoje uma das histórias de amor que mais me tocaram... mês passado em Paris, visitamos alguns locais que marcaram a vida desse casal fascinante. Adoro passear por lugares sabendo o que aconteceu ali. De certa forma é uma maneira de vivenciar uma história, como voltar no tempo, ainda que na imaginação. Espero que curtam tanto quanto eu!
Abelardo e Heloísa são um dos mais célebres casais de todos os tempos, conhecidos pelo romance que mantiveram e também pela tragédia que os separou. Um amor medieval que se eternizou...
O romance teve início em Paris quando Abelardo, um renomado professor e filósofo, considerado um dos maiores pensadores do século 12, viu em Heloísa qualidades que não havia encontrado antes em nenhuma outra mulher. Ela era excepcional tanto em beleza quanto em inteligência e muito apreciava os debates filosóficos acalorados. Sobrinha do Cônego Fulberg, Heloísa era fluente em Latin, Grego e Hebreu e seu tio era obcecado com a idéia de prover à menina a melhor educação disponível na ocasião. Além do que, estava na flor da idade, com apenas 17 anos.
Enamorado, Abelardo sugere a Fulberg, que era grande admirador do professor e filósofo, viver com eles e, assim, daria continuidade à educação de Heloísa sob a supervisão do tio. Como diz minha vó, quando se junta a estopa e a gasolina, vem o diabo e assopra... pois não tardou nada para que o romance florecesse e explodisse em paixão. Porém, naquela época, os mestres educadores deveriam ser castos e, além do que, Abelardo infringiu a mais básica lei da hospitalidade, desrespeitando sobremaneira a honra de seu anfitrião.
Curiosodades:
- A principal obra de Abelardo chama-se Dialética e foi a obra de lógica mais influente até o final do século XIII em Roma, onde foi usada como manual escolar, já que a lógica era ministrada como parte do curriculum, fornecendo aos estudantes os argumentos e armas para às disputas metafísicas e teológicas.
- De 1113 a 1118 Abelardo lecionou na escola catedral de Paris. A agitação doutrinal provocada por Abelardo, repercutiu-se, também, no modo de ensino que sofreu completa revolução. Romperam-se as formas de ensino da velha escola platônica, criando-se o embrião do que viria a ser o ensino universitário, inteiramente diferente do das escolas locais existentes.
- Heloísa e Abelardo nunca deixaram de se amar. Anos mais tarde Abelardo construiu uma escola-mosteiro perto de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam, apenas trocavam cartas.
- Abelardo morreu em 1142, com 63 anos de idade. Heloísa mandou construir uma sepultura em sua homenagem. Em 1162 morre Heloísa e a seu pedido, foi sepultada ao lado de Abelardo.
- Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitério do Padre Lachaise por ordem de Josephine Bonaparte. Dizem que quem está solteiro deve levar flores e colocá-las nas mãos de Heloísa, para que encontre seu verdadeiro amor.
(Túmulo de Abelardo e Heloísa)
- O filme Em Nome de Deus (Stealing Heaven) , lançado em 1988, conta a história dos dois amantes, do Diretor Clive Donner
- Quai aux fleurs, 9 – Ile de la Cite – Paris é o endereço onde moraram, na casa de Fulberg. Bem pertinho da Notre-Dame.
"É certo que quanto maior é a
causa da dor, maior se faz
a necessidade de para ela
encontrar consolo, e este
ninguém pode me dar, além de ti.
Tu és a causa de minha pena,
e só tu podes me proporcionar conforto.
Só tu tens o poder de me entristecer,
de me fazer feliz ou trazer consolo."
( Trecho de uma das Cartas de Heloísa)
Não é lindo esse romance que sobreviveu apesar de toda tristeza e separação? Um amor verdadeiro não se desfaz com o tempo nem com a distância. Fica assim, marcado na eternidade.
Notre-Dame
Durante a Revolução, a catedral chegou até a ser vendida para um demolidor, mas nunca foi demolida. Hugo estava determinado a salvar o coração espiritual do país e ajudou a criar uma excelente campanha para restaurar Notre-Dame antes que fosse tarde demais. O escolhido para projetar e supervisionar a restauração foi Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc (1814-79). Nascido em Paris, Viollet-le-Duc já provara sua capacidade de restaurador, como se pode ver na catedral de Amiens e na bela cidade murada de Carcassone, no sul da França.
Viollet-le-Duc na fachada da Prefeitura de Paris
Curiosidades sobre a Notre-Dame:
- Em 1455 Joana d´Arc foi julgada ali, postumamente, e considerada inocente da acusação de heresia, pela qual havia sido condenada à fogueira em 1431.
- A coroação de Napoleão ocorreu na Notre-Dame em 1804. O ousado general tomou a coroa do papa Pio VII e coroou a si mesmo e a sua esposa Josefina imperatriz.
- A catedral têm 5 sinos. O maior deles, o sino Emannuel pesa mais de 13 toneladas e o seu batente 500 quilos e só toca nas grandes festas católicas. Na torre norte, quatro outros sinos tocam várias vezes ao dia.
- Na catedral pode-se ver as Gárgulas e as Quimeras. As primeiras são elementos arquitetônicos, em saliência, destinados a evacuar as águas pluviais. Já as Quimeras são a representação de monstros fantásticos, com o propósito de espantar o mal.
(Quimera)
- Na parede lateral da rua do Claustro, pode-se ver uma grande quantidade de gárgulas. Repare que uma delas, no entanto, tem a cabeça de um homem. Dizem que os trabalhadores tiveram seus salários atrasados por culpa de um dos padres e vingaram-se esculpindo-lhe a cabeça em uma das peças.
Gárgula com cabeça de homem
- A agulha da catedral, de 90m, foi acrescentada por Viollet-le-Duc. Perto das estátuas dos apóstolos, no telhado, há uma do arquiteto, admirando sua obra. É a única de frente para a agulha.
Teto da Notre-Dame com estátuas dos apóstolos e de Viollet-le-Duc
- Os bancos do coro, de madeira entalhada, foram encomendados por Luís XIV. Entre os entalhes dos 78 painéis há cenas da vida da Virgem Maria. Inclusive uma que mostra a Virgem grávida, imagem raríssima de se ver (abaixo, bem à esquerda):
Bancos do Coro - entalhes
Para outras cusiosidades, clique aqui.
Para mais dicas sobre Paris, clique aqui.
(Versailles e obra de Xavier Veilhan)
Esse com certeza merece um post à parte, pois é impossível descrevê-lo em poucas linhas. Posso dizer que ficamos muito impressionados. Visitamos o palácio e seus jardins também (que tem entrada separada, precisando outro ingresso que compramos lá mesmo. 8,00 Euros).
No meio do passeio um imprevisto. Nossa câmera fotográfica sofreu um acidente... Quase infartei, imaginem uma viagem dessas sem fotografias? Nem pensar... já fui avisando o maridão que compraria outra naquele mesmo dia.
Era a segunda vez que acontecia isso durante uma viagem. Ano passado em plena ilha de Santorini na Grécia a nossa câmera se foi ao chão, rolando ladeira abaixo... Pois olhem, a danada sobreviveu sem dados às duas quedas. Não é que se recuperou perfeitamente? Ô camerazinha boa essa, a Canon... já até apelidei de Bruce Willis... Duro de matar, sabe?
Passado o susto retornamos a Paris e almoçamos uma salada bacaninha perto do Louvre, aliás, um lugar muito bom chamado A Toutes Vapeurs (2-4 Rue de L´Echelle - http://www.atoutvapeurs.com/). Depois fomos até o Quartier Latin, por onde passeamos entre suas ruelas, as termas romanas, a Place Viviani, onde fica a Igreja St. Julien-Le-Pauvre e a árvore mais antiga de Paris, chamada Robinier, datada de 1602.
(Notre-Dame vista da Place Viviani)
(Grand-Palais e Pont Alexander III vistos do Sena)
O passeio terminou por volta das 6:30 da tarde. Saímos da estação do Bateaux e caminhamos até a Torre Eiffel. Ficamos em uma fila enorme (mas bem menor que as filas durante o dia) e subimos a Torre bem a tempo de ver um magnífico por-do-sol. Descemos de lá as 09:30 muito cansados, realmente exaustos. Ainda assim, paramos para jantar uma pizza perto da estação Bir-Hakeim, de onde pegamos o metrô para voltarmos ao nosso hotel. Estávamos cansados demais para procurarmos algum restaurante. Foi um dia bem puxado, mas estávamos muito felizes com o progresso de nossas visitas. Mais felizes ainda com a boa sorte de estarmos lá em dias tão bonitos...
(Entardecer na Torre Eiffel)
Essa dica veio de Jackson Martins, do blog Viver Paris. Um delicioso espaço para quem busca informações diversificadas sobre a cidade luz. O blog é simplesmente imperdível.
Não havíamos incluído o cemitério Père Lachaise na nossa visita à cidade. Mas acabamos ficando hospedados à poucas quadras do mesmo e, depois de ler sobre o local, resolvemos conferir de perto.
Disse Jack:
"Como qualquer lugar do mundo Paris também tem suas superstições - algumas delas bem curiosas, como esta que faz o maior sucesso entre as futuras mamães parisienses. Em janeiro de 1870 o jovem jornalista francês Victor Noir (cujo verdadeiro nome era Yvan Salmon) foi assassinado em Paris e enterrado no cemitério do Père-Lachaise. O fato causou à época grande comoção popular, já que Victor Noir tinha apenas 22 anos, era um brilhante colunista político em ascensão e ia se casar no dia seguinte à sua morte.
Pois bem: é sabido na cidade que as mulheres que estão desejando ter bebês, sobretudo as que estão enfrentando dificuldades para engravidar, obtêm facilmente a fecundidade se visitarem o túmulo do jornalista no cemitério do Père-Lachaise e tocarem “as partes” da estátua de bronze de Victor Noir.
O milagroso está um pouco gasto mas funciona que é uma beleza: flores são trazidas constantemente pelas parisienses em agradecimento a monsieur Noir.
Os poderes mágicos atribuídos a Victor Noir são tão famosos que o local milagroso da estátua já está até gasto de tanto ser tocado pelas futuras mamães parisienses."
(Victor Noir)
Pois fomos lá conferir, Alexandre e eu... para nossa surpresa, o lugar é enorme, são 17 hectares ao todo e segundo nos disseram, tem mais de 100 mil tumbas. Foi criado por ordem de Napoleão pois, na época, os cemitérios em Paris ficavam ao lado das igrejas e já estavam lotados, empesteando a cidade toda. Com sua criação, os restos mortais foram então transferidos e acabou tornando-se, com o tempo, o lugar de repouso derradeiro para muitas celebridades como Edith Piaf, Chopin, La fontaine, Ives Montand, Oscar Wilde, Jim Morrison e tantos outros...
Fato curioso (além do Victor Noir) que aconteceu durante nossa visita foi que após alguns minutos perdidos no meio das tumbas, sem encontrarmos nenhuma das célebres, um sujeito simpático e falante acabou se aproximando e, junto com ele, uma revoada de corvos(!). Parece filme, mas o tal sujeito acabou nos mostrando os túmulos mais famosos em cerca de uma hora de "tour". Com meu francês macarrônico, consegui entender razoavelmente bem as histórias que ele contava. Acontece que que o tal era funcionário do cemitério, um coveiro, que nos dias de folga fazia um "bico" de guia turístico. Além de guia, devia também alimentar os corvos, que o seguiam durante a visita... turismo macabro à parte, considero uma sorte tê-lo encontrado. Saiu até barato se levarmos em conta as circunstâncias (5 Euros). Teríamos ficado horas ali dentro e talvez não tivéssemos visto quase nada sem sua ajuda.
Outro fato curioso, Alexandre ficou mau humorado o dia todo depois da, digamos, "experiência" com o Victor Noir...e adianta dizer que é simpatia, é só uma estátua, etc?... Para evitar maiores danos, não publicarei aqui a "prova do crime". Mas eu achei muito engraçado, tanto a lenda urbana quanto o mau-humor do meu maridinho querido ciumento!
Outro fato curioso, Alexandre ficou mau humorado o dia todo depois da, digamos, "experiência" com o Victor Noir...e adianta dizer que é simpatia, é só uma estátua, etc?... Para evitar maiores danos, não publicarei aqui a "prova do crime". Mas eu achei muito engraçado, tanto a lenda urbana quanto o mau-humor do meu maridinho querido ciumento!
Túmulo de Oscar Wilde
Para outras dicas de Paris, clique aqui.
As descrições das obras são pequenos resumos que foram extraídos das pesquisas que fiz em várias fontes, ao longo de muitos anos...
Primeiro um pouco de história:
O primeiro real "Castelo do Louvre" neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. No século seguinte, Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real; as fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides) agora. Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.
As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989. (Fonte: Wikipedia)
Com o caderninho com as obras e o mapa do museu, entregue na entrada, na mão, seguimos então pela ala Sully e dobramos à esquerda em direção a Ala Denon. A partir dali, nossa sequência de obras visitadas foi:
A Vitoria de Samothrace - Estátua de uma mulher alada, a deusa grega mensageira da vitória, que foi encontrada em fragmentos e reconstituída por especialistas para formar uma das obras mais impactantes da época helenística.
Venus e as três Graças - Botticelli. Não tão famosa quanto A Primavera e O Nascimento de Vênus, essa obra pertencia a uma propriedade próxima a Florença (Villa Lemmi), como afresco, sendo parte de um total de 3 obras que foram descobertas em 1873.
Saint Sebastien - Andrea Mantegna. Uma da série de 3 telas dedicadas ao santo protetor contra as pragas (as outras estão em Viena e em Veneza), a obra do Louvre foi um dia adorno do altar de San Zeno em Veneza e também da Saint Chapelle em Aigueperse, França. A obra retrata a impassividade do santo diante de seu martírio ao ser trespassado por várias flechas sendo observado por dois arqueiros.
A Virgem das Rochas - Leonardo da Vinci. Popularizada a partir do livro O Código da Vinci, essa obra foi realizada sob encomenda para adornar a capela Immacolata, da igreja de San Francesco Grande em Milão, Itália. Existe outra versão dessa tela no museu nacional de Londres. Os especialistas dizem que a versão do Louvre é genuínamente de da Vinci ao passo que a de Londres é objeto de controvérsias.
A Balsa da Medusa - Théodore Géricault. Ícone da pintura romântica, de 1819, essa tela foi inspirada em um naufrágio da Frigate Meduse na costa da Mauritânia e retrata o momento em que os sobreviventes avistam uma vela no horizonte. Tornou-se importante pois foi uma das primeiras obras a romper o estilo neoclassico então prevalescente na época.
Ainda antes de saírmos dessa ala, visitamos a Galeria de Apolo, lindo salão decorado com signos do zodíaco e retratos que mostra jóias e objetos que pertenceram à monarquia, como a coroa de luis XV.
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