Notre-Dame de Paris e Victor Hugo

22.10.09

Notre-Dame

Em 1831, quando foi publicado o romance Notre-Dame de Paris (O Corcunda de Notre-Dame), de Victor Hugo, a catedral estava num estado lastimável. Já na coroação do imperador Napoleão, em 1804, o local para essas ocasiões pomposas estava em ruínas e precisou do disfarce de ornamentos presos às paredes.

Durante a Revolução, a catedral chegou até a ser vendida para um demolidor, mas nunca foi demolida. Hugo estava determinado a salvar o coração espiritual do país e ajudou a criar uma excelente campanha para restaurar Notre-Dame antes que fosse tarde demais. O escolhido para projetar e supervisionar a restauração foi Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc (1814-79). Nascido em Paris, Viollet-le-Duc já provara sua capacidade de restaurador, como se pode ver na catedral de Amiens e na bela cidade murada de Carcassone, no sul da França.

Viollet-le-Duc na fachada da Prefeitura de Paris

Os trabalhos começaram em 1841e prosseguiram por 23 anos, quando a catedral assumiu praticamente o mesmo aspecto que tem agora. Mais tarde, Violet-le-Duc foi chamado para restaurar a Saint-Chapelle também em Paris.

Curiosidades sobre a Notre-Dame:

- Em 1455 Joana d´Arc foi julgada ali, postumamente, e considerada inocente da acusação de heresia, pela qual havia sido condenada à fogueira em 1431.

- A coroação de Napoleão ocorreu na Notre-Dame em 1804. O ousado general tomou a coroa do papa Pio VII e coroou a si mesmo e a sua esposa Josefina imperatriz.

- A catedral têm 5 sinos. O maior deles, o sino Emannuel pesa mais de 13 toneladas e o seu batente 500 quilos e só toca nas grandes festas católicas. Na torre norte, quatro outros sinos tocam várias vezes ao dia.

- Na catedral pode-se ver as Gárgulas e as Quimeras. As primeiras são elementos arquitetônicos, em saliência, destinados a evacuar as águas pluviais. Já as Quimeras são a representação de monstros fantásticos, com o propósito de espantar o mal.

(Quimera)

- Na parede lateral da rua do Claustro, pode-se ver uma grande quantidade de gárgulas. Repare que uma delas, no entanto, tem a cabeça de um homem. Dizem que os trabalhadores tiveram seus salários atrasados por culpa de um dos padres e vingaram-se esculpindo-lhe a cabeça em uma das peças.

Gárgula com cabeça de homem

- A agulha da catedral, de 90m, foi acrescentada por Viollet-le-Duc. Perto das estátuas dos apóstolos, no telhado, há uma do arquiteto, admirando sua obra. É a única de frente para a agulha.

Teto da Notre-Dame com estátuas dos apóstolos e de Viollet-le-Duc

- Os bancos do coro, de madeira entalhada, foram encomendados por Luís XIV. Entre os entalhes dos 78 painéis há cenas da vida da Virgem Maria. Inclusive uma que mostra a Virgem grávida, imagem raríssima de se ver (abaixo, bem à esquerda):

Bancos do Coro - entalhes

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Para mais dicas sobre Paris, clique aqui.

5 comentários:

Claire disse...

que maravilha! adoraria conhecer paris!!
obrigada por seguir meu blog!

bjs

MAUREN disse...

Claudia e Alexandre,

MARAVILHA a viagem de vocês!!!
Parabéns e curtam muuuuito.

Grande abraço,
Mauren, Beto e Pedrinho.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Claudia,

Existem curiosidades que marcam e uma delas marcou em mim aqui no seu blog. Primeiro porque o nome da minha mãe era Joana Dar'c, segundo que a história dela é de uma força incrível, soube ser guerreira com tanta valentia e terceiro que seu blog é de uma cultura que poucos tem.

Ah menina, você é linda.

Beijo imenso.

Rebeca

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Velejando nas Letras disse...

A civilidade de um povo também se mede pela capacidade de preservar o seu patrimônio. Isso é o que mais admiro nos europeus.

Claudia Bins (Cacau) disse...

Claire, obrigada pela visita e seja muito bem-vinda!

Mauren, que bom te ver por aqui! Volte sempre!

Rebeca, o seu me inspirou a fazer um novo post, sobre Rouen na Normandia, onde Joana d´Arc foi queimada na fogueira... assim que "sair do forno" eu publico. Será uma homenagem à você e a sua mãe. ;-)

Angela, concordo plenamente com você. Seria lamentável perder tanta história e cultura por falta de preservação...

Beijo grande,

Claudia